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Guia de lubrificação para rolamentos industriais: como especificar a graxa correta e evitar falhas por lubrificação inadequada

  • Foto do escritor: Portorrol Rolamentos
    Portorrol Rolamentos
  • há 5 dias
  • 5 min de leitura

A principal causa de falha em rolamentos pode não ser o que você imagina

Quando um rolamento falha antes do esperado, é comum que a primeira suspeita recaia sobre a qualidade do produto.

Porém, na maioria dos casos, o problema não está no rolamento. Está na lubrificação.


Aplicação de graxa na lubrificação para rolamentos industriais

Diversos estudos da indústria apontam que aproximadamente 35% a 40% das falhas prematuras em rolamentos estão relacionadas à lubrificação inadequada. Isso inclui não apenas a escolha incorreta da graxa, mas também erros de quantidade aplicada, intervalos de relubrificação inadequados e incompatibilidade entre lubrificantes.


A boa notícia é que essas falhas são, em grande parte, evitáveis.


Neste guia, você entenderá como escolher a graxa correta, quais fatores devem ser analisados e quais erros devem ser evitados para aumentar a confiabilidade da sua operação.


Qual é a função da graxa na lubrificação para rolamentos industriais?

A graxa não serve apenas para "lubrificar".


Ela possui diversas funções críticas para o funcionamento adequado do rolamento:

  • Reduzir atrito entre os componentes;

  • Minimizar desgaste das pistas e elementos rolantes;

  • Dissipar calor;

  • Proteger contra corrosão;

  • Impedir a entrada de contaminantes;

  • Aumentar a vida útil do conjunto.


Quando a lubrificação falha, todo o sistema passa a operar sob condições inadequadas, acelerando o desgaste e elevando o risco de parada não programada.


Os erros mais comuns de lubrificação


Excesso de graxa

Este é, provavelmente, o erro mais frequente encontrado em campo.


Existe a falsa percepção de que quanto mais graxa, melhor protegido estará o rolamento. Na prática, ocorre exatamente o contrário.


O excesso de lubrificante provoca:

  • Aumento de temperatura;

  • Agitação excessiva da graxa;

  • Oxidação acelerada;

  • Perda de viscosidade;

  • Maior consumo de energia.


Em muitos casos, a falha ocorre por superaquecimento causado pela própria lubrificação excessiva.


Falta de lubrificante

A ausência de uma película adequada entre as superfícies metálicas aumenta drasticamente o atrito.


Como consequência, surgem:

  • Micro soldagens;

  • Desgaste abrasivo;

  • Desgaste adesivo;

  • Aumento da vibração;

  • Ruídos anormais.


Graxa inadequada para a aplicação

Nem toda graxa serve para qualquer aplicação.


Temperatura, velocidade, carga e ambiente operacional influenciam diretamente na escolha do lubrificante.


Uma graxa utilizada corretamente em um motor elétrico pode ser completamente inadequada para um britador ou para um equipamento exposto à água.


Principais tipos de graxa para rolamentos industriais


Graxa de lítio EP

É a mais utilizada na indústria.


Oferece excelente equilíbrio entre custo, desempenho e disponibilidade.


Aplicações comuns

  • Mancais industriais;

  • Motores elétricos;

  • Bombas;

  • Ventiladores;

  • Redutores.


Principais vantagens

✔ Boa resistência mecânica

✔ Boa resistência à água

✔ Excelente relação custo-benefício

✔ Aplicação versátil


Graxa de complexo de lítio

Desenvolvida para aplicações mais severas.


Possui maior resistência térmica e estabilidade operacional.


Aplicações comuns

  • Fornos industriais;

  • Equipamentos de processo;

  • Motores de alta temperatura;

  • Ambientes com variação térmica intensa.


Principais vantagens

✔ Temperaturas elevadas

✔ Maior resistência à oxidação

✔ Maior estabilidade estrutural


Graxa de cálcio sulfonato

Uma das melhores opções para ambientes agressivos.


Aplicações comuns

  • Mineração;

  • Agricultura;

  • Equipamentos marítimos;

  • Ambientes sujeitos à lavagem frequente.


Principais vantagens

✔ Excelente resistência à água

✔ Proteção anticorrosiva superior

✔ Alta capacidade de carga

✔ Longa vida útil


Graxa com PTFE

Indicada para aplicações específicas que exigem baixo atrito e alta precisão.


Aplicações comuns

  • Equipamentos de precisão;

  • Instrumentação;

  • Sistemas especiais;

  • Motores de alta rotação.


Principais vantagens

✔ Baixo coeficiente de atrito

✔ Excelente estabilidade química

✔ Longa durabilidade


Como escolher a graxa correta

A escolha não deve ser baseada apenas na marca ou disponibilidade. É necessário avaliar alguns fatores fundamentais.


Temperatura de operação

Quanto maior a temperatura, maior deve ser a resistência térmica do lubrificante. Temperaturas elevadas aceleram a degradação da graxa.


Por isso, uma graxa inadequada pode perder suas propriedades muito antes do esperado.


Velocidade de rotação

Rolamentos de alta velocidade exigem lubrificantes com características diferentes daqueles utilizados em aplicações de baixa rotação.


A viscosidade da base lubrificante deve ser compatível com a velocidade de operação.


Tipo de carga

Aplicações com impactos, choques mecânicos ou cargas elevadas geralmente exigem aditivos EP (Extreme Pressure).


Esses aditivos ajudam a proteger as superfícies metálicas mesmo em condições severas.


Presença de água ou contaminantes

Ambientes agressivos exigem maior resistência à lavagem e melhor capacidade de proteção contra corrosão.


Nestes casos, graxas de cálcio sulfonato costumam apresentar excelente desempenho.


Mistura de graxas: um risco frequentemente ignorado

Um dos erros mais comuns na manutenção industrial é misturar lubrificantes diferentes.


Nem todas as bases são compatíveis.


Quando ocorre incompatibilidade, podem surgir problemas como:

  • Separação do óleo base;

  • Endurecimento da graxa;

  • Perda de consistência;

  • Redução da capacidade lubrificante;

  • Aumento de temperatura.


Antes de substituir um lubrificante por outro, é fundamental verificar a compatibilidade entre os produtos.


Quando houver dúvidas, recomenda-se a limpeza completa do sistema antes da troca.


Como definir o intervalo de relubrificação

Não existe uma regra universal.


O intervalo correto depende de diversos fatores:

  • Velocidade de operação;

  • Temperatura;

  • Carga aplicada;

  • Ambiente operacional;

  • Tipo de vedação;

  • Tipo de lubrificante.


Equipamentos submetidos a altas temperaturas ou ambientes contaminados normalmente exigem intervalos menores.


Por outro lado, aplicações mais limpas e estáveis podem operar por períodos significativamente maiores entre relubrificações.


Sinais de que o rolamento pode estar com problemas de lubrificação

Alguns sintomas costumam aparecer antes da falha. Ficar atento a eles ajuda a evitar paradas inesperadas.


Os principais sinais são:

  • Aumento da temperatura;

  • Ruídos anormais;

  • Vibração excessiva;

  • Escurecimento da graxa;

  • Vazamento de lubrificante;

  • Desgaste acelerado.


Quando identificados precocemente, esses sinais permitem ações corretivas antes que ocorra a quebra do equipamento.


O papel da manutenção preventiva

Uma estratégia eficiente de lubrificação faz parte de qualquer programa moderno de manutenção preventiva.


Empresas que controlam corretamente seus pontos de lubrificação conseguem:

  • Reduzir falhas;

  • Aumentar disponibilidade dos equipamentos;

  • Diminuir custos de manutenção;

  • Melhorar produtividade;

  • Aumentar a vida útil dos componentes.


Mais do que um item de consumo, a graxa deve ser tratada como um componente estratégico para a confiabilidade da operação.


Conclusão

A lubrificação adequada é um dos fatores mais importantes para garantir a vida útil dos rolamentos industriais.


Escolher a graxa correta, aplicar a quantidade adequada e respeitar os intervalos de relubrificação pode representar a diferença entre anos de operação confiável ou uma parada inesperada.


Se sua equipe possui dúvidas sobre especificação de lubrificantes, compatibilidade de graxas ou melhores práticas de manutenção, contar com suporte técnico especializado pode evitar custos desnecessários e aumentar significativamente a confiabilidade dos seus equipamentos.

Perguntas frequentes sobre lubrificação para rolamentos industriais

Qual o erro mais comum na lubrificação para rolamentos industriais?

O excesso de graxa é o erro mais frequente em campo. Ele provoca aumento de temperatura, oxidação acelerada e perda de viscosidade, podendo levar à falha por superaquecimento.

Qual graxa é mais indicada para ambientes agressivos?

A graxa de cálcio sulfonato costuma apresentar o melhor desempenho em ambientes agressivos, como mineração e equipamentos marítimos, devido à sua excelente resistência à água e proteção anticorrosiva.


Precisa de ajuda para especificar a graxa ideal para sua aplicação? Fale com os especialistas da Portorrol e receba orientação técnica para sua operação.

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